terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Crítica - LA MOLE

Pra quem gosta de comer em restaurantes isso é de utilidade publica: ontem o Plaza tava tão cheio que acabamos no La Mole. Fazia tempo que eu não ia, mas me lembrava de porções generosas, preços acessíveis e comida mediana. Como estávamos VERDES de fome, fomos assim mesmo, pq os outros restaurantes estavam lotados. Pedimos um medalhão com arroz a piamontese e um prato infantil pra minha filha de 5 anos, com tirinhas de filet mignon, pure de batatas, caldo de feijão e fusili. Quando chegou o prato dela, me assustei: nunca vi apresentação pior na vida, o prato estava todo sujo, as tirinhas NÃO ERAM DE FILET nem aqui e nem na China, aquilo era, no máximo, contra filet limpo ou alcatra; o macarrão sem sal nenhum, desmanchando e SUJO, como se fosse macarrão usado (e só uso o "como se fosse" pq não posso afirmar categoricamente sob pena de levar processo por calúnia, pq eu, como chef de cozinha, tive a nítida impressão de que tanto a carne como o pure de batatas - que era a única coisa saborosa, embora frio e mal disposto no prato - eram reaproveitados), o pure de batatas disposto todo bagunçado como se fosse composto de sobras, nem homogeineizado o pobre foi.

Quando chegou nosso pedido, o arroz a piamontese, parboilizado, era um arroz com manteiga, água e uns pedacinhos de mussarela, de piamontes, NADA. Os pratos SUJOS, a batata portuguesa velha... Enfim, um pesadelo. O pior de tudo foi que pedimos pra tocar e, apesar de não ter melhorado nada, comemos do mesmo jeito, pq a fome tava brabíssima, e passamos mal depois a tarde toda. 

Por causa do meu trabalho eu sei que sou uma cliente difícil determinadas vezes, mas garanto que sou tão tolerante quanto qualquer cliente consegue ser. Ontem, saí do sério FEIO. Raramente isso acontece.

Chamei o gerente, me apresentei, expliquei que aquilo era uma afronta com qualquer cliente, ainda pior pelo preço que cobram, apresentar arroz com água como se fosse a piamontese, medalhões desiguais ( erro de proporção pra MUITO, não pra alguns graminhas, não, era papo de um medalhão ser TRES VEZES maior que o outro, e eram só esses dois), tudo sem o MENOR tempero, sem o MENOR capricho, nos pratos imundos.... E ele só me perguntava: "mas tava tão ruim assim, mesmo?"

Na hora da conta, nenhum desconto, nada. Chamei de novo, me apresentei, expliquei, a resposta foi "é, minha senhora, errar, todo mundo erra, né?".

Meu ponto de vista: eu sei e todo mundo sabe que o La Mole caiu MUITO durante os últimos anos, trocando inclusive de público-alvo. Mas uma coisa é certa, não importa onde é seu restaurante e nem pra quem vc vai servir, se serão bilionários ou trabalhadores que ganham um salário mínimo, o RESPEITO COM O CLIENTE deve ser o mesmo. Ele está ali pagando por uma experiencia toda especial e MERECE uma comida bem feita, um prato bem executado, um atendimento agradável. Ontem eu não tive nada disso. Se eu tivesse ido ao trailer de caldos do tio coisinho no Bay Market, teria saído muito mais satisfeita - o cara serve angu a baiana, mas certamente o tempera com maestria, serve em recipientes limpos, capricha na hora de colocar no prato pra não sujar em volta e não usa restos de angu de um cliente pro prato de outro.

É certo que o gerente de ontem não sabia absolutamente nada sobre fidelização de cliente e pós venda; mas o mínimo que o senso comum me levaria a fazer, se estivesse no lugar dele, seria conceder um desconto pela experiencia sofrível que tivemos. Coitado, me ofereceu com insistencia um espresso, que eu recusei com educação. A conta veio intacta, aproximadamente oitenta reais, com ERRO PRA MAIS.

Depois de um semi escandalo, recebemos um GENEROSO desconto de SEIS reais. Oh, God.

E tudo que o gerente me repetia era que errar todo mundo erra... Então eu lhe disse que eu, quando erro, faço questão de não cobrar ou de repor a mercadoria e de CORRIGIR imediatamente pelo que é CORRETO. Assim como em QUALQUER outro trabalho. E que ele, como gerente, PROVE os pratos todos os dias, entre na cozinha e PROVE tudo, pq ELE é quem tem que saber, já que, pelo visto, o chef não faz a lição de casa dele.

Enfim... Fica aqui minha experiencia pros foodies niteroienses.


Acho legal divulgar esse tipo de coisa, vamos ver se o restaurante acorda, né?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Comidinha Colorida

Depois de passarmos o dia na piscina do clube, minha pequena, os amigos, eu, as amigas mães, na confraternização de fim de ano da turminha do colégio. Tudo de bom, cada um levou uma coisa, no fim das contas passamos o dia comendo tranqueira!

Isabela, como não podia deixar de ser, assim que chegamos em casa me intimou a fazer "comida de verdade". Ela é daquele tipo que enquanto não senta e faz uma refeição direita, não sossega, fica p da vida pq diz que não comeu.

Heheheh.

Fui pra cozinha, saiu isso:



Arroz feito com açafrão e um quase ragu emiliano com alho poró, cenourinhas, palmito na finalização e tomilho da minha horta!
Por falar nisso, minha cebolinha deu alguma praga, tá feia, horrorosa, terei que abater.

Mas o manjericão crespo, o tomilho, o estragão, o alecrim, pimenta, salsa e salvia estão crescendo beeeemmmm! Já uso em tudo!


Enfim, uma comidinha delicia pra fechar um dia quando a criança não comeu nada que prestasse o dia todo e precisa de "sustança".

Por nada que prestasse quero dizer nada de saudável, pq o que tinha de pecados naquela mesa hoje, affff... Não consigo nem respirar neste momento! Hahahahah!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Oficina de Biscoitos

Olá, meus queridos!

Estou sumida, eu sei, muito trabalho, fim de ano, correria total.

Mas mesmo assim vim postar umas fotinhos novas de uma oficina muito especial que fiz ontem na festa de 5 aninhos de uma Florzinha muito especial!








Foi uma bagunça delicioooooosa, as crianças amaram, fizeram biscoitos lindos e os pais não resistiram e entraram na dança! hahahaah! Que delícia!

Quem tiver interesse, me ligue em 21 7216 3057

domingo, 27 de novembro de 2011

Batatinhas Calabresa!

Gente, to correndo mais que africano em Sao Silvestre, trabalhando demaaaais, nao tá dando, simplesmente nao tá dando pra postar com frequencia, mil perdoes!

Passando aqui rapidinho pra ajudar minha amiga Dri, que tá com umas batatinhas calabresa em casa e nao sabe o que fazer com elas. Pois bem, BATATINHAS CALABRESA, oras! HAHHAHAHA!




 Essas eu fiz pra festa da Gabi e Dudu ontem, tuuuudo de bom.

Vamos lá, vc vai precisar de:

Batatinhas
Azeite
Vinagre
Cebola
Alho
Pimenta calabresa
Sal

Como sempre, nao dou as quantidades pq é tudo questao de gosto e bom senso... 

Lave as batatas e retire uma pontinha de cada uma, um pedacinho da casca do tamanho de uma unha de dedao do pé. Serve pra ajudar o sal e o tempero a penetrar. 

Cozinhe as batatas em água e sal - batatas, bem como macarrao, sempre sao cozidas em água com sal. Já pegou suas batatas cozidas com gosto de rato? Nunca comi rato, mas aposto que algumas pessoas vao entender o tal gosto, é horroroso! Certamente nao foram cozidas com sal.

Bom, reza a lenda e a regra que a batata calabresa tem que ficar al dente. Só que eu detesto, entao fa´co bem macias, tá? E vou te falar que a maioria das pessoas tb prefere. É a típica regra que os puristas ficam seguindo de absoluta falta de nocao e nao serve pra nada, a nao ser pra estragar batatas.

Rale a cebola e coloque pra refogar em azeite, jogue uns dentes de alho com a casca, mesmo, e refogue. Quando estiver bem quente, jogue as batatinhas e as deixe quietas pra dourar, depois salteie pra dourar o outro lado tb. Qdo o alho estiver bem macio, retire, cubra com azeite e vinagre (eu uso uma medida de vinagre pra tres de azeite), acerte a pimenta e o sal e beeeeeeijo!

Dri, vc nao tem mais desculpas, amiga.

Com uma cervejinha fica tudo de bom!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Oficinas Infantis Temáticas!

Oi, pessoal!

Desculpem minha ausencia aqui no blog, é MUITO trabalho e meu note tá inacessivel pq o carregador queimou!

Houve vários eventos neste meio-tempo, mas o de ontem tem fotos e foi tao bacana!

Foi outra oficina infantil temática. A professora, tia Lívia Carvalho, me pediu que fizesse pratos dos países que as criancas desta turminha estao estudando, Arábias e Espanha. Entao fizemos quibe e uma versao estilizada das "patatas bravas", que sao um tapa típico espanhol, batatinhas com molho de pimenta - por isso bravas, só os corajosos conseguem comer . Em nossa versao, suprimi a pimenta e usei alecrim e alho, ficaram deliciosas e os pequenos adoraram.

Entao, queria deixar aqui um recadinho pros papais e mamaes dos pimpolhos para quem eu já dei, no CEN, oficina temática!


Queridos papais e mamaes e familiares dos pimpolhos, que bom que vcs gostaram!

O feedback de voces é muito importante para o meu trabalho, ele me ajuda a construir oficinas cada vez mais ricas para os nossos pequenos. Nessas aulinhas, a intencao nao é simplesmente colocar as criancas pra cozinhar qualquer coisa, vai além disso: é familiarizar os pequenos com alimentos naturais, com plantas, colocá-los para provar sabores novos, faze-los entender que esses alimentos se transformam - a cebola crua arde, cozida nao. O alho cru arde, mas fritinho fica uma delicia! A hortela, um verdinho para o qual eles geralmente torcem o nariz, tem, quem diria, cheirinho de chiclete!
Apresentamos alimentos  que eles desconheciam e eles podem tocar, se sujar, fazer careta, provar, enfim, conhecer bem, trocar impressoes e, assim, ampliar a gama de sabores de seu pequeno repertório.

Além disso, eles aprendem conceitos de reciclagem e de replantio e, se a estrutura permitir, replantamos com eles os verdinhos usados, as sementinhas, e eles levam pra casa uma lembrancinha verde que trabalha a responsabilidade e a conscientizacao ecologica desde cedo.

Criancas que tem problemas para comer ficam, durante as aulinhas, mais próximas dos alimentos que elas tanto recusam. Os tais verdinhos passam de mao em mao, eles cheiram, amassam, brincam... As frutas, que muitas vezes aparecem ao som de "eca!", tomam formas diferentes, sao misturadas a outras coisas e acabam ao som de "huuuuummmm!", e isso é muito legal. Logo surgem as opinioes, "esse eu gosto!", "esse eu nao gosto!", e eles veem as reacoes uns dos outros. Acabam provando de tudo, mesmo que seja para nao gostar. E, atingindo uma das metas das oficinas, nao é que acabam gostando?

Meu objetivo com este trabalho é construir pequenos indivíduos conscientes de si mesmos, conscientes da influencia direta que os alimentos tem em seus próprios corpos e conscientes da necessidade de uma postura ecologicamente correta desde cedo.

É muito, muito gratificante saber que eles chegam em casa contando sobre a experiencia e nao param de falar sobre! =]

Abaixo, algumas fotos da última oficina:






 Para contratar uma oficina, fale comigo no perfil do Facebook!
www.facebook.com/Berinjella


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mesma sobremesa, tres maneiras de apresentar.

Gente, vai rolar um repeteco visual aqui, mas é basicamente a mesma coisa da sobremesa que postei ontem - mesma quantidade de elementos, só nao temos a castanha nessa.

Meu fornecedor parece que ficou com um ligeiro medo desde que eu falei pra ele que estou pensando em comprar direto de um sitio organico. Ele primeiro me disse que nao fizesse isso, que o organico ia encarecer MUITO e pro Berinjella nao ia ser legal a principio. E ficou de ele mesmo ir procurar coisas organicas pra mim.

Mas, como ele é esperto, nao parou só nisso: agora me enche de presentes.

Semana passada me mandou entregar um ma´co inteiro de nirá. De boa, tinha uns 1kg e 1/2 de nirá ali... Beleza, vale uns 30 paus o quilo, ganhei um presenta´co.

Sábado me deu um pé de moleque de DOIS QUILOS E MEIO, enoooooooooooorme, um disco do tamanho de um pneu de carro... O bicho era tao grande que o batizei de Maurice. "Morrice", com sotaque frances, nao me pergunte o motivo. Até pensei em usar o Maurice pra alguma coisa, mas logo desisti, quebrei em duas bitolas de um kg e pouco e dei metade pra minha empregada e metade pro meu pai, que é fanático por doces E por amendoins.

Hoje ele me mandou quatro caixinhas de morango lindos (e bombados, convenhamos, tipicamente cheio de fertilizante...).

Ó, Deus, o que farei, o que farei?

Decidi fazer pra mostrar pra vcs o quao simples e deliciosa pode ser uma sobremesa e o quanto ela pode ficar linda, só depende do jeito que voce a apresenta.

Fiz de duas maneiras. Uma pra mim e pro marido comermos essa noite vendo um filminho e outra pra depois do almoco de amanha com a filhota. Percebam como é simples e fácil mudar a cara de uma coisa tao corriqueira.

Essa sobremesa levou: brigadeiro, creme de leite (batizado com baunilha e ligeeeeiramente adocado com demerara), morangos. E SÓ.

Pra comer com o maridao, uma apresentacao mais... Sexy, digamos. Hehehe. Brigadeiro embaixo, creme no meio, morangos em cima.



E pra servir depois do almo´co informal de amanha:


Travessa bacana, brigadeiro no meio, cama de creme, morangos dispostos bonitinhos em volta. Só.

Uma sobremesa bacana, deliciosa e simples, MUITO simples. =)

Desculpem o repeteco do morango duas vezes seguidas, gente, mas é que nao dava pra nao fazer!

Beijos!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sobremesa de Morango e Chocolate

Di, essa é pra ti, que me pediu loucamente o dia inteiro. Pros que nao sabem, Diego comeu essa sobremesa aqui em casa no sábado passado, inclusive foi ele que me ajudou a montar, ficou com a parte dificilima de colocar as folhinhas de hortela. E, embora eu tenha explicado tudim timtim por timtim pra ele e pra Paula, vou escrever, agora.

Prestem atencao, pq é a receita mais difícil que vcs já fizeram na vida. Seriously. Mais difícil do mundo inteiro, mais difícil que fazer caldo de mocotó, bro.

Sobremesa de Morango e CHocolate e Britter de Amendoas

Ingredientes pra uns cinco comerem e ficarem felizes (nós nao ficamos felizes, ficaríamos felizes com o triplo da quantidade que eu fiz, mas blz):

Quatro caixinhas de morango
600ml de creme de leite
3 colh de sopa de acucar, se possível de confeiteiro
4 barras de chocolate BOM (sem ser fraccionado)
400 ml ou 2 caixinhas de creme de leite
200g de laminas de amendoas
folhas de hortela pra decorar

* o creme de leite de cima, se possível, fresco. O de baixo pode ser de caixinha.

Coloque as amendoas em uma peneira e molhe assim, só pra constar que molhou, deixando escorrer em seguida. Polvilhe em cima uma colher de acucar de confeiteiro (se nao tiver, usa cristal ou normal), revire bastante, pra cada lamina ficar envolta. Coloque em uma assadeira untada e leve ao forno quente por alguns minutos. Retire quando comecar a dourar e, com uma espatula, quebre de maneira a soltar as amendoas, que ficarao crocantes.
Se tiver sem paciencia, joga numa frigideira e deixe dourar o acucar e as amendoas, retirando em seguida e quebrando quando esfriar. Nao fica igual, mas fica gostoso.

Derreta as barras de chocolate em uma tigela em banho maria. Adicione 400 ml de creme de leite e incorpore com paciencia, deixando bem sedoso.  Forre um refratário com a mistura. Coloque na geladeira por alguns minutos até endurecer.

Bata o creme de leite fresco por alguns minutos no fouet ou batedeira com duas colheres de sopa de acucar. Se for fresco, vai dar ponto de creme, que é o ideal. Se nao for, que foi o meu caso, SOMENTE adicione o acucar e misture, sem bater. 

Coloque o creme branco por cima do de chocolate previamente resfriado. Se for creme de leite de caixinha, devolva a geladeira pra ele endurecer antes de colocar os morangos picados, se for o fresco, que vai dar ponto de creme, pode adicionar os morangos em seguida. 

Por cima, as amendoas e a hortela e voilá. 

Viram que difíiiiiicil? 

;)

Beijocas!